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TrainerPT.com

Porque é que Faço Retenção de Líquidos?

03.09.22

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O nosso corpo é maioritariamente água. Encontra-se no sangue, nos músculos, nos órgãos e até nos ossos. No entanto, por vezes, o nosso corpo retém parte dessa água e sentimo-nos inchados. Quais são as causas? Qual é a solução?

Será da dieta?
Nós precisamos de sódio para regular a pressão arterial e os níveis de líquidos no corpo. Porém, só precisamos de uma pequena quantidade e o que acontece normalmente é que abusamos de alimentos ricos em sódio, como por exemplo alimentos processados. Este excesso vai provocar retenção de líquidos.

Será do estilo de vida?
A gravidade faz com que o sangue desça no corpo, o que vai aumentar a pressão sanguínea nas pernas e tornozelos. Por isso, se passa muitas horas sentado ou de pé na mesma posição, a probabilidade de se sentir inchado/a é grande.

Será das hormonas?
Muitas mulheres sentem-se inchadas nos dias anteriores a lhes vir a menstruação. Alguma medicação contracetiva ou de controlo hormonal também o pode causar.

Será da medicação?
Alguma medicação tem como efeito secundário a retenção de líquidos. Medicação para a depressão, de quimioterapia, alguns analgésicos e medicação para a hipertensão.

Será dos problemas cardíacos?
Um coração com problemas não bombeia o sangue de uma forma efetiva, o que pode levar à retenção de líquidos nas pernas e abdomén.

Qual a solução?
Na maioria das vezes, a solução é bastante simples: começar a fazer exercício físico (principalmente se passar o dia sentada ou de pé sem se movimentar), comer alimentos com menos teor de sódio (veja a nossa tabela guia) e ingerir mais água (calcule a água que deve beber por dia). Outras opções passam por elevar os pés acima do nível do coração quando deitada para que os líquidos se dispersem ou usar meias de compressão para ajudar o sangue a circular. Em casos extremos, um médico pode prescrever um diurético.

Corrida Indoor vs Corrida Outdoor

02.09.22

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Correr pode ser uma grande maneira de fazer exercício. No entanto, muitas vezes surge o debate entre a corrida na passadeira e a corrida na rua. Qual o melhor? Qual o mais benéfico para a saúde? Hoje vamos explorar este tema.

Corrida indoor (passadeira):

  • Meteorologia: é mais fácil de nos exercitarmos a partir de casa ou ginásio quando as condições de tempo não são as melhores.
  • Controlo: as passadeiras permitem-nos controlar cada aspeto da nossa corrida, desde velocidade, inclinação, distância e tempo decorrido. É ótimo para quem estiver a recuperar de lesões e precise de treinar num ambiente mais controlado.
  • Impacto: os tapetes das passadeiras absorvem cada vez mais o impacto da corrida, o que ajuda a proteger as articulações.
  • Preço: as passadeiras são equipamentos que não são baratos e nem toda a gente tem a possibilidade de comprar uma para sua casa ou de se inscrever num ginásio.

Corrida outdoor (rua):

  • Meteorologia: correr na rua é menos "aborrecido" pois vemos pessoas e vemos cenários diferentes.
  • Saúde mental: segundo estudos, correr na rua traz grandes benefícios para quem sofre de ansiedade e depressão.
  • Terreno: apesar de os terrenos irregulares e diferentes sugerirem benefícios para a densidade óssea, também são propícios a lesões.
  • Controlo: hoje em dia, com smartwatches e smartphones com tecnologia avançada, é possível controlar muitos dos aspetos da corrida.
  • Preço: correr na rua tem custos muito inferiores, pois somente é necessário roupa adequada e ténis apropriados para corrida.

Em jeito de conclusão, tanto a corrida indoor como a outdoor tem os seus benefícios. Correr numa passadeira é conveniente, tem menos impacto, é mais preciso mas muito mais custoso. Correr na rua ajuda na saúde mental, é menos aborrecido, é mais barato mas a probabilidade de lesão é maior.

Independentemente do tipo de corrida que escolha, ter uma base fundamental de consistência, reforço muscular, uma dieta adequada e descanso é a chave para um estilo de vida mais saudável.

Porque é Que Não Consigo Ter um Glúteo de Sonho?

27.08.22

"Treino tanto glúteo e não consigo ter os resultados que quero."
"Treino com o meu PT e mesmo assim não consigo ficar com um glúteo igual ao da atriz X".

Quem nunca ouviu isto de clientes? Pois, a verdade é que não devemos comparar o nosso glúteo com o de ninguém pelo simples facto de sermos todos diferentes, com composições corporais (massa muscular e massa gorda) diferentes e formatos anatómicos diferentes. Ou seja, mesmo tendo um percentual de gordura baixo e um percentual de músculo alto, por vezes a nossa anatomia óssea, que não pode ser alterada, não nos permite ter o glúteo dos nossos sonhos.

O tamanho, a largura e comprimento dos ossos do quadril e perna vão definir o formato do glúteo. Por exemplo:

  • ilíaco largo e colo femoral longo --> glúteo tipo "H" ou tipo "O" (fig. 1 e 2)
  • ilíaco estreito, colo femoral longo e trocânter grande --> glúteo tipo "A" (fig. 3)
  • ilíaco largo, colo femoral curto e trocânter pequeno --> glúteo tipo "V" (fig. 4)

Tipo de Gluteos1.jpg

O quão "achatado" o glúiteo é também é um fator a ter em consideração e que não é modificável. Depende também de uma questão genética e que tem a ver com os diferentes quadris e com o encaixe do trocânter neles.

Em conclusão, o glúteo dos nossos sonhos pode não estar ao nosso alcance por causa de questões genéticas. Porém, a melhor versão do nosso próprio glúteo está nas nossas mãos ao baixarmos o nível de gordura e aumentarmos o nível de massa muscular, treinando consistentemente e seguindo uma dieta adequada.